Olá amigos, o ano já está quase no meio e finalmente eu resolvi calçar as botas e começar a trabalhar. Hoje eu começo a falar de um tema dos mais espinhosos, até porque, sendo isto um blog eu creio que seja obrigação falar na primeira pessoa.
Hoje vamos falar de esfriamento espiritual, um dos fenômenos mais teminos, e infelizmente um dos mais comuns em cristãos com algum tempo de caminhada, e que eu mais uma vez enfrento.
As vezes pode parecer estranho a quem não acompanha o blog eu vir falar que eu estou enfrentando uma temporada assim, mas quem já me conhece a mais tempo sabe que eu nunca tentei dar uma de “papa”e ser um santo de fé inabalável e vida perfeita. Até porque estudando a bíblia você verá que todos os heróis da fé são pessoas normais e cheias de defeitos, mas que mesmo assim lograram grandes coisas em suas vidas, porque o seu objetivo era agradar a Deus.
Antes de entrar no tópico em si eu quero deixar claro que não estou chateado com Deus ou questionando meus princípios de fé ou passando uma grande dificuldade. Aliás é justamente o oposto, eu estou num bom momento na carreira, tudo em paz na minha casa e na família.
E infelizmente este é justamente o problema! Quando os problemas me afligem eu dobro os joelhos no chão e clamo pelo Deus que me socorre, faço campanhas e mais campanhas, oro incessantemente, minha fé arde. Porém é só a calmaria chegar e o coração ficar tranqüilo que eu vou relaxando, diminuindo as campanhas, lendo menos a bíblia e “descançando” de forma geral. Viro domingueiro na igreja e pronto. Pregar então nem pensar, morro de preguiça só de pensar. Até escrever aqui parece difícil nestes momentos.
Porém no último culto eu ouvi dois versículos que me fizeram refletir neste sentido. O primeiro fala de Paulo, o apóstolo dos gentios, um cara fora de série porque passou de matador e perseguidor de cristãos para ser conhecido como o perpetrador da palavra. Neste versículo Paulo pede a Deus que lhe retire o espinho da carne que lhe afligia, muitas são as teorias quanto ao que de fato era este “espinho na carne”, mas para não fugirmos do tema entenda como uma enfermidade que realmente afligia muito a Paulo. O versículo esta em 2 Coríntios de 7 a 9.
“7    E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.
8    Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.
9    E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.  “

Eu me lembro de quando li estes versos a primeira vez, muitos anos atrás, e pensei comigo mesmo. Esta é sem dúvida uma das cosias mais medonhas e estúpidas que eu já li em toda a minha vida. Como algo pode se aperfeiçoar na fraqueza? E como Deus deixa um dos seus mensageiros sofrer igual a um condenado?
Os anos se passaram e eis que vem a experiência e o Espírito Santo para me mostrar o quanto eu sou ignorante. Ao longo da minha vida cristã eu fui identificando um padrão de onda, que se mostrava sempre inversamente proporcional. Quanto mais dificuldades eu estivesse vivendo mais eu me aproximava de Deus, na medida em que o oposto também é válido. Quanto mais tranqüilo maior a minha preguiça em buscá-lo.
Outra coisa que me chamou atenção neste meio tempo também foram as atitudes de meu irmão, que também escreve aqui. Eu sempre fiquei meio “abobado”de ver que não importa o tempo ou a circunstância, sua dedicação é sempre a mesma, seja em ajudar a igreja ou buscar a Deus, em alguns momentos eu achei esse “ajudar a igreja”até bem exagerado, porque ele deixava de fazer coisas importantes em sua vida pessoal para cuidar dos assuntos da igreja, mas Deus me revelou o quanto estes sacrifícios geram frutos e o quanto isso agrada a Deus (melhor obedecer do que sacrificar, não é mesmo?).
Tudo isso me gerou um sentimento de incomodo, anos antes teria sido um sentimento de culpa, mas aprendi com Deus que ele não é chegado em culpa, isso é coisa do Diabo, ele sim muito preocupado em lançar-nos sempre para baixo. Culpa só gera depressão, o que gera mudança é o arrependimento genuíno.
Dessa forma eu também não estou escrevendo este post para deprimir ninguém, nem tão pouco para mostrar uma situação como esta como exemplo de algo normal, muito pelo contrário. O que eu quero é convidá-los a me acompanhar numa caminhada.
A minha caminha em busca de Deus!
O primeiro passo eu já dei, que é reconhecer que estou sendo falho, que não estou dando uma gota de reconhecimento ao oceano de amor que Jesus me dá todos os dias, mas isso por si só não serve de nada. Então eu resolvi tomar algumas providencias que deram certo no passado.
A primeira delas é escrever este post. Escrever sempre me ajudou a colocar as coisas em perspectiva e a colocar todos os pingos nos “is”, a segunda me veio a cabeça ainda no culto. Comprar uma bíblia da melhor que eu encontrar, cheia das coisas que eu adoro, muitos mapas, ilustrações, estudos, comentários e tabelas de conversões, o que me fez perceber algo engraçado. Eu tenho umas 5 bíblias, e quando casei minhas esposa trouxe mais algumas, e eu já comprei muitas bíblias, baratas e caras, mas nunca, nunca mesmo comprei uma para mim! Como eu tinha várias que ganhei da minha mãe, de vários tipos e várias correntes acabei nunca me presenteando com uma versão. Estou escolhendo com todo cuidado minha próxima, quero algo que realmente me estimule a ler mais e mais.
Além disso tenho sentado mais ao violão e cantado alguns louvores, não como ensaio porque eu sempre faço isso, mas como forma de adoração. Além disso quero tentar voltar a ler sempre a palavra antes de sair de casa, como eu sempre fazia até pouco tempo.
No mais eu quero que vocês me acompanhem nessa caminhada, aos poucos eu vou compartilhando com vocês meu crescimento, além de algumas bênçãos realmente grandiosas que recebi final do ano passado.
Há, pensaram que eu esqueci de citar o outro versículo que ouvi no culto e me fez pensar? Não, só deixei um suspense no ar. Salmos 119, versículo 11.
“11    Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.”

Como disse eu não sinto mais culpa neste sentido da minha vida, mas as vezes eu fico perplexo de imaginar o quanto as vezes eu magôo o coração de Deus, porque eu não estou mais na ignorância. Eu conheço os princípios e os caminhos, e mesmo assim eu peco contra a santidade do meu Deus, eu tenho consciência desse pecado, porque pra Deus não existe pecadinho ou pecadão, o pecado nos afasta dele. Seja um livro que eu não deveria ter lido ou um comentário que eu não devia ter feito, o resultado é sempre o mesmo.
Dessa forma eu quero mais e mais “esconder”a palavra de Deus no meu coração e não só na minha mente, esconder no sentido de colocar num lugar onde ninguém pode roubar, onde ninguém pode tocar.
Bom por hoje é só! Um grande abraço!

Rodrigo Melo

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